Post Content
Eles são de fato encantadores e conferem graciosidade à festa, mas sua espontaneidade pode surpreender.
Tirando a entrada da noiva, pode-se dizer que a entrada deles é um momento que reserva um lugar especial no coração de todos. No post de hoje falaremos sobre as Daminhas-de-Honra e Pajens.

 

 

Difícil é não se encantar com a entrada de daminhas e pajens na cerimônia de casamento. Mas é preciso ter alguns cuidados e jogo de cintura para minimizar os incidentes que quase sempre rendem lembranças divertidas.
Conheça as histórias e dicas de especialistas para contornar eventuais imprevistos.

 

 

Qual a idade ideal?

Para não ter grandes imprevistos, o ideal é escolher daminhas e pajens entre cinco e 12 anos. “O risco da criança não entrar, desistir no meio do caminho ou chorar é maior com os pequeninos menores de quatro anos, que ficam tímidos e assustados com tanta gente de olho neles”, avisa a wedding planner, Camila Relva, proprietária da Compagnie, assessoria de eventos.
Já Joyce Maciel, assessora de casamentos da Mariée Produção de Eventos diz que crianças entre 6 e 8 anos costumam representar bem o papel, pois já entendem o que está acontecendo”. E enfatiza que “Se a criança for menorzinha, o ideal é que um primo ou irmão mais velho a acompanhe, assim ela terá o apoio de alguém conhecido”, aconselha. Joyce também lembra de outro detalhe que deve ser levado em conta: a emoção. “Em um casamento que assessorei, os pajens eram filhos do casal. Eles entraram de mãos dadas e avistaram a mãe que, emocionada, começou a chorar. Quando o pequenininho viu a mãe chorando no altar, também começou a chorar”. A cerimônia teve de ser interrompida para que a noiva e a criança se acalmassem. “Não houve problemas porque era o último casamento do dia e o padre era conhecido do casal”.
Se os noivos fazem questão de uma criança entre dois e quatro anos, a dica é colocar os pais sentados na primeira fila para que eles chamem os filhos discretamente ou entrem juntos. Dessa forma, eles ficam mais seguros no caminho e na hora de permanecer no altar, já que se sentem mais confiantes quando estão perto dos pais. Se mesmo assim “emperrarem”, forçar está fora de questão. A orientação é que a assessora de casamento ou alguém da família retire o pequeno e leve as alianças ao noivo.
No entanto, imprevistos, comuns quando se trata de crianças, também podem render momentos graciosos. Camila  Relva conta que, em uma das festas que organizou , um dos pajens foi parar dentro da saia rodada da noiva, causando gargalhada geral entre os convidados.  Como os pequenos encantam a todos, até as atrapalhadas são perdoadas e tudo acaba em risos e momentos para ficar na memória.

 

 

Como escolher?

Primeiramente lembre-se que a criança escolhida deve ter um significado importante para os noivos.
A maioria dos noivos escolhe sobrinhas, priminhas, afilhadas, irmã ou irmão caçulas ou até as próprias filhas. “O importante é ter um vínculo forte e afinidade com a criança. Isso também é bom para o pequeno não estranhar  a situação e dar marcha à ré em frente aos convidados”, explica a assessora de casamentos Daniela Macek.

 

 

Quantos escolher?

Quanto ao número ideal, não há regras, mas antes de decidir, os noivos devem levar em consideração o espaço da igreja ou local da cerimônia, visando sempre manter o equilíbrio visual e estrutural do evento.
O mais tradicional é contar com um pajem e uma daminha ou um pajem e duas daminhas.

 

 

Quem leva o que?

Além de levar as alianças ao altar, as daminhas e pajens podem jogar pétalas de flores no tapete, entrar com plaquinhas de “Lá vem a noiva” ou “Enfim Casados”, entrar com bonecas ou seus p´roprios buquês e até mesmo, segurar o buquê da noiva durante a cerimônia.

 

O que usar? Quais trajes ideais?

A estilista Daniela Tonetti, proprietária da D.Tonetti, loja paulistana especializada em vestidos de damas, não aconselha, por exemplo, reproduzir fielmente o vestido da noiva, criando “mininoivas”. Segundo ela, “Roupa feita para criança tem de ter cara de criança, mesmo que seja de festa”. Já os acessórios devem combinar com o modelo: “Laços, flores de tecido ou naturais nos cabelos e um pequeno buquê ou a tradicional almofadinha de alianças nas mãos são opções belas e elegantes”.
Segundo Daniela, os preferidos são os de estilo princesa com saia rodada e saiote por baixo. Já as maiorzinhas, acima de 11 anos, viram a cara por achar muito infantil. Para elas, a saia deve ser mais reta, no estilo godê. A faixa pode combinar com o estilo da cor da decoração ou com um detalhe, como a renda, do vestido da noiva. No entanto, isso não é uma regra.
Já os pajens têm a opção de usar terninho, meio fraque, dinner ou até smoking. Os sapatos, normalmente de verniz preto, também podem ser substituídos por tênis, que dão um toque mais descontraído ao look.
É recomendado escolher as roupas dos pequenos com no mínimo dois meses de antecedência, para tirar medidas e fazer ajustes com tranquilidade. . “Cada noiva tem um sonho e, na minha opinião, se ele for adequado à idade da criança, hora e local da cerimônia, não há modelos e acessórios que estejam ultrapassados”, conclui Daniela.

Devo pagar as roupas dos pajens e damas?

É de bom tom que, ao convidar pajens e daminhas, os noivos se ofereçam para custear os trajes das crianças. Mas se os pais dos convidados têm boas condições financeiras, isso não é obrigatório.  “O que a regra realmente pede é que os noivos arquem com as despesas do buquê, cabelo e almofadinha ou outra coisa que o pajem carregue”, afirma Cássia Schmitt.

 

Preciso ensaiar as crianças para cerimônia?

O ideal é fazer um rápido ensaio com elas 3 dias antes ou até mesmo, se for possível, no dia do casamento. É só solicitar aos pais que cheguem com 60 minutos antes da celebração para a cerimonialista fazer o teste. Com a igreja ou local da cerimônia cheio, as coisas podem sair um pouco diferente do roteiro, mas o ensaio já minimiza as probabilidades de erro. Para garantir a entrada das crianças sem choro, uma dica é posicionar os pais delas lá na frente, próximo ao(s) noivo(s), chamando-os discretamente. Assim os pequenos se sentem mais seguos.

Daminhas crescidas

Nos Estados Unidos e Europa, é muito comum convidar adultos para a função de daminhas e pajens. “No Brasil, não é tão comum, mas existem noivas que chamam uma amiga ou amigo querido, os avós e até um casal que serviu de cupido aos noivos. Muita gente também chama aquela amiga que deveria ser madrinha, mas não tem ninguém para acompanhá-la ao altar, por exemplo. É uma forma carinhosa de homenagear os escolhidos”, diz Carla Fiani, proprietária da Wedding & Co., consultoria de eventos. Opções não vão faltar.
Veja abaixo idéias para entradas de Daminhas e Pajens
[box type=”info”] VOCÊ SABIA? O cortejo de damas e pajens em casamentos teve origem na Idade Média, quando as crianças vestiam suas melhores roupas para esperar a chegada da noiva na entrada da vila. Ao avistarem a carroça, colhiam flores, avisavam aos moradores sobre o início da cerimônia e corriam para a igreja. Na época, era costume crianças e convidados levarem os noivos ao altar. (Trecho retirado do livro “Casar – do Planejamento à Celebração em Grande Estilo”, Vera Simão)[/box]

 

Beijos
Créditos: Caras / Uol / Google / Manequim / Maria Cereja / Delas / Vera Simão / Flávia Soares / Alessandro Varela / Flavia Soares /
Patricia Fortes é Pernambucana e Empresária. Formada em Psicologia com MBA em Planejamento de gestão de pessoas, apaixonou-se por eventos, planejou cada detalhe do seu casamento. Identificou-se tanto com o assunto que em 2009 fundou o Blog Noivas do Brasil, um blog com uma proposta de conteúdo exclusivo para noivas de todo o Brasil.
No início o objetivo era compartilhar idéias de casamentos com outras noivas, mas logo, tornou-se uma referência nacional. Fascinada por este mundo, está sempre antenada as tendências e novidades do ramo.